IDEIAS PROFUNDAMENTE ANTIPÁTICAS - Parte 2 - MULHERES TRANS SÃO HOMENS, FISIOLOGICAMENTE FALANDO

Vamos falar sobre pessoas trans?

Sim, eu tenho total consciência de que esse artigo pode gerar muita insatisfação, ofensas e até processos judiciais. Mas... eu não ligo! Meu papel no mundo é dizer o que as pessoas precisam ouvir, não o que elas querem ouvir.

Então, vamos lá!

Tenho acompanhado todo o linchamento virtual contra a escritora J. K. Rowling, autora da excelente série Harry Potter, por causa de suas posições a respeito das assim chamadas "pessoas trans". Apesar de já ter declarado seu apoio às pessoas trans, de ter dito que marcharia com qualquer uma delas que fosse discriminada, Rowling continua sendo atacada pelo movimento LGBT+ por dizer que a noção de sexo biológico é importante. Acusam-na de ser uma "Feminista Radical - Trans Excludente".



Vamos analisar isso com frieza, desapaixonadamente? Acho que essa é uma atitude que tem sido negligenciada, nestes tempos de gatilhos e provocações criados para gerar engajamento nas redes sociais.

Falando estritamente em termos de sexo biológico, temos apenas dois: masculino e feminino. 

Sim, claro que eu sei que existem pessoas que são hermafroditas, por exemplo. O termo está defasado, acabo de descobrir. Não posso chamá-las assim. tenho que dizer "intersexo".

Pois bem. As pessoas intersexo são cerca de 0,018% da população, ou seja, apenas uma em cada 5500 pessoas nascidas vivas tem dupla genitália, ou genitália masculina com ovários. 

Devemos respeitar essas pessoas individualmente? Claro! Devemos cuidar delas para que se sintam bem consigo mesmas? Obviamente! Devemos protegê-las de qualquer tipo de discriminação ou agressão? Não resta nenhuma dúvida que sim!

Mas... Devemos (ou podemos) orientar todas as políticas públicas para satisfazer os interesses e necessidades dessas pessoas? Claro que não!

Só para termos uma ideia do absurdo que seria isso, deixe-me dizer que 1 em cada 12 homens, e uma em cada 200 mulheres, sofre de daltonismo, ou seja, tem dificuldade de distinguir cores, em especial o verde e o vermelho. Daltônicos são em número muito maior que pessoas intersexo. Na verdade, absurdamente maior. Compare "1 para cada 12" com "1 para cada 5500" e verá o que digo.

Ainda assim, continuamos fazendo sinais de trânsito em verde e vermelho no mundo inteiro! Não há uma proposta de política pública para mudar os sinais de trânsito, mesmo com mais de 333 milhões de homens e 20 milhões de mulheres em todo o mundo tendo dificuldade de distinguir verde e vermelho.

Em cerca de oito bilhões de pessoas no planeta Terra, apenas cerca de um milhão e meio são pessoas intersexo. E ainda assim, há pessoas que querem mudar todas as políticas públicas por causa desse grupo...

Talvez devamos fundar um MDD, Movimento de Defesa dos Daltônicos!

E por falar em daltônicos, sabem por que há muito mais homens (1 para cada 12) daltônicos do que mulheres (1 para cada 200)? 

Acontece que o daltonismo é transmitido no cromossomo X. Como as mulheres são XX, ou seja, têm dois cromossomos X, seria necessário que ambos tivessem a mutação do daltonismo para que elas fossem afetadas. Já nós homens somos XY e, portanto, basta que o cromossomo X seja defeituoso para que a doença se manifeste.

É bom lembrar que esses cromossomos são os mesmos que definem o sexo biológico! Em suma, mulheres sofrem menos com o daltonismo por causa do seu sexo biológico! Mulheres não têm hemofilia por causa do seu sexo biológico!

Da mesma forma, doenças como a endometriose e a osteoporose são raras entre os homens e muito comuns entre as mulheres, também devido ao sexo biológico.

Estou dizendo tudo isso para enunciar uma coisa que, hoje em dia, é praticamente uma heresia:

O SEXO BIOLÓGICO É IMPORTANTE!

Seu sexo biológico define características em você que vão muito além das doenças já citadas. Define, por exemplo, questões de força física. 

Sim, eu sei que existem mulheres fisiculturistas que poderiam me partir em dois com as mãos limpas. Mas lembro a você, que está lendo, que essas são exceções. Não podemos confundir exceções com regras gerais.

O homem mais rápido do mundo atualmente, Usain Bolt (Jamaica), foi capaz de correr cem metros em nove segundos e sessenta e três centésimos. A mulher mais rápida do mundo, Elaine Thompson-Herah (Jamaica), foi capaz de correr os mesmos cem metros em dez segundos e sessenta a um centésimos.

Não é muito, você pode pensar. Menos de um segundo no total. Mas a questão é outra, bem diferente. O homem mais lento da competição na qual Usain Bolt bateu seu recorde mundial, ainda foi mais rápido que a mulher mais rápida do mundo em quase 40 centésimos de segundo!

Agora imagine um corredor que nasceu homem, passou toda a juventude como homem, com todos os hormônios masculinos fluindo por corpo e dando aos músculos dele mais força do que os músculos das mulheres possuem. Aí, aos 25 anos, no auge da carreira e da força física, ele descobre que "é uma mulher presa no corpo de um homem" e faz uma "cirurgia de redesignação de sexo". Depois disso, solicita ao Comitê Olímpico para passar a competir contra as mulheres daí em diante, porque se sente uma mulher.

Esse cara vai bater o recorde de Elaine Thompson-Herah facilmente! Lembre que mesmo sendo o mais lento entre os dez mais rápidos do mundo, ele ainda estará mais de 40 centésimos de segundo adiante do recorde dela! Moleza para ele!

Quer uma medalha de ouro nas olimpíadas mas foi o mais lento nos 100 metros rasos? Não tem problema! Basta dizer que é uma mulher em corpo de homem e na olimpíada seguinte você terá sua medalha, com direito a recorde mundial e seu nome registrado para sempre na história do esporte!

Troque "corredor" por "boxeador" e teremos o caso de Li Yu-Ting.



Li Yu-Ting parece um rapaz, como você pode ver na foto acima. Li Yu-Ting tem cromossomos XY, como um homem. Mas Li Yu-Ting ganhou uma medalha de ouro no BOXE FEMININO nas olimpíadas.

Claro que ganhou! As mulheres não tinham a menor chance contra ele. Sim, ele! Mesmo que Li Yu-Ting se sinta mulher, ele é um homem. Ele tem cromossomos de homem. Ele tem aparência de homem. Sobretudo, ele tem músculos de homem, desenvolvidos por uma vida de exposição aos hormônios masculinos. Ele tem testosterona, hormônio responsável pela maior agressividade e combatividade masculinas.

Em suma, Li Yu-Ting não podia perder. Era um jogo de cartas marcadas, onde um homem triunfou sobre mulheres só porque alegou ser mulher.

É contra isso que JK Rowling fala. E eu não posso, racionalmente, condená-la por dizer o que diz, já que ela tem toda razão.

Que fique bem claro aqui: Eu não sou contra Li Yu-Ting. Eu não acho que esses ser humano deva ser disciminado, maltratado ou agredido. Eu acho que Li Yu-Ting tem todo o direito de ver-se como uma mulher e viver sua vida como uma mulher, se é isso que faz com que seja feliz. 

Eu só não acho que Li Yu-Ting tenha o direito de bater em mulheres e ganhar delas na luta de boxe feminina, porque Li Yu-Ting é, para todos os fins e efeitos, um homem.


Vou fazer uma pausa aqui para contar uma pequena história. 

Eu tinha uma secretária em minha empresa que era uma mulher trans. Acho que isso é o suficiente para que todos entendam que não discrimino. Afinal, eu a entrevistei e contratei.

Todos os anos, quando começa o mês de novembro, eu faço uma intensa campanha para a prevenção do câncer de próstata. É o tal do "Novembro Azul" e eu sempre engajo nessa campanha, porque meu pai, meu avô pai dele e um dos meus bisavós por linha paterna, tiveram câncer de próstata. Eu me cuido muito com relação a isso, fazendo exame anualmente. E tento difundir essa cultura do exame, em um país machista onde muitos homens acham que "levar dedada" do médico os fará gays.

No ano em que contratei essa secretária, não foi diferente. No primeiro dia de novembro, rodei uma mala direta com uma mensagem sobre a necessidade de prevenção. 

Quinze minutos depois a minha secretária ligou, furiosa. Ela queria saber o motivo pelo qual eu havia mandado uma campanha de prevenção de câncer de próstata para ela, sendo ela uma mulher.

A verdade é que mando essas mensagens para homens e mulheres. Mulheres, claro, não têm próstata, mas elas têm maridos, pais, filhos, avós... E todos precisam de prevenção.

Expliquei isso para a minha secretária nos termos mais gentis possíveis, mesmo levando em conta que ela havia gritado comigo na ligação. Mas ela não parou de me ofender. Disse que eu a havia desrespeitado com a mensagem, que sugeria que ela tinha uma próstata. 

Acontece que eu sabia que ela não havia feito cirurgia de redesignação de sexo, porque ela me havia dito que pretendia fazer em breve e que, por isso, teria de ficar afastada do trabalho por um tempo além de suas férias. Logo, ela tinha uma próstata, já que havia nascido homem.

O câncer de próstata não está nem aí para como você se sente. Ele não liga se você se vê como homem ou como mulher. Assim sendo, ao desprezar a mensagem e negar a existência de uma parte do próprio corpo, a minha secretária estava arriscando a própria vida. Uma verdadeira insanidade!

Aquela pessoa estava negando sua fisiologia e arriscando a própria vida. Tudo porque se sentia uma mulher, mesmo sendo fisiologicamente um homem. 


Esse caso me mostrou que isso é, de fato, um transtorno mental.

Só que é um transtorno mental que a sociedade decidiu tratar como "normal".

Se eu entrar em um hospital e disser que quero que removam o meu braço, porque sinto que ele não é meu, me mandam para o psiquiatra na mesma hora. Mas se eu entrar lá e disser que devem remover meu pênis porque eu sou uma mulher e aquele pênis não é meu, então me mandam para a mesa de cirurgia e fazem minha vontade.

Por sinal, o nome dessa cirurgia é totalmente equivocado. Chamam-na de "cirurgia de redesignação sexual", mas é impossível redesignar o sexo de alguém. Refiro-me, claro, ao sexo biológico, aquele decorrente de seus cromossomos. Talvez o termo devesse ser "redesignação de gênero", já que este a pessoa pode mudar quando e como quiser.

Não. Por mais que isso seja antipático de se dizer nos dias de hoje, JK Rowling não está errada. 


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

IDEIAS PROFUNDAMENTE ANTIPÁTICAS - Parte 1 - EXECUÇÃO SUMÁRIA PARA QUE FURA O SINAL VERMELHO

ANÁLISE DE FILME - CLUBE DA LUTA