IDEIAS PROFUNDAMENTE ANTIPÁTICAS - Parte 1 - EXECUÇÃO SUMÁRIA PARA QUE FURA O SINAL VERMELHO
Em 2024, 5862 pedestres morreram em acidentes de trânsito no Brasil.
Segundo as estatísticas, entre 12% e 16% dessas mortes foram causadas por mtoristas que passaram o sinal vermelho e mataram pessoas que estavam atravessando na faixa, tranquilamente, fazendo seu papel para a construção de uma sociedade civilizada. Mas foram mortas por babacas incivilizados que se julgam superiores às regras sociais porque conseguiram comprar um carro.
Eram pais, mães, filhos e filhas, avôs e avós. Os babacas motorizados simplesmente não ligam para destruir sua família, minha família, a família de qualquer um.
E isso acontece todos os anos. Eu verifiquei as estatísticas antes de escrever esse artigo.
Segundo os números de 2024, foram entre 703 e 937 pessoas assassinadas por motoristas irresponsáveis, que se sentem tão superiores ao resto da humanidade porque estão ao volante, que não se preocupam em parar no sinal vermelho.
Sabe o que acontece com esses assassinos?
Nada!
Eles são conduzidos à delegacia, assinam um termo circunstanciado e vão para casa, responder em liberdade. Como processos com o réu solto não são prioritários na justiça brasileira, que já é lenta por natureza, muitos desses nunca chegam a ser julgados. Os crimes simplesmente prescrevem e eles ficam livres. Impunes.
E se eu disser que tenho a solução para esse problema?
Não, não é uma solução simpática, mas tenho certeza de que seria eficiente.
A minha solução é simples!
Câmeras nos sinais e um esquadrão da morte postado em lugares aleatórios. O motorista que passa o sinal vermelho é parado e executado sumariamente, sem julgamento, sem morosidade judicial, sem burocracia. Um tiro na cabeça, na frente de quem estiver dentro do carro com ele. Depois, uma foto do crãnio estourado pela bala nas principais agências noticiosas e no Jornal Nacional, para todo mundo ver.
Não, não precisaremos agir assim sempre! Depois da décima execução, tenho certeza, ninguém se atreveria a passar em um sinal vermelho no país inteiro, com medo de que o esquadrão da morte aleatório estivesse justamente naquele sinal, naquela hora.
"Ah, Ed, você virou bolsonarista! Está defendendo execuções sumárias! Está esquecendo o império da lei!"
Não, não estou virando bolsonarista. O que estou propondo é uma solução econômica. Dez mortes no lugar de 703. Ou até 937.
Você não acha que campanhas de educação no trânsito e multas resolverão o problema, acha?
Se acha, me responda: Por que não adiantou até agora? Que milagre acontecerá de agora em diante que fará com que essas coisas funcionem, quando nunca funcionaram antes?
Essas pessoas matam no sinal porque não ligam para a vida dos outros! E a vida me ensinou que pessoas que não ligam para a vida dos outros, sempre ligam muito para as próprias vidas.
Elas não se detém quando veem o sinal vermelho porque sabem que estão dentro do carro e que o impacto com um pedestre não os matará. Mas se souberem que suas preciosas vidas estão ameaçadas, pisarão no freio, com certeza.
Não, a minha ideia não é simpática. Certamente é algo que o Bolsonaro apoiaria, creio eu. Mas nem o Bolsonaro está sempre errado.
Quando a educação não funciona e vidas estão sendo perdidas, temos de escolher entre sermos "bonitinhos" ou sermos eficientes.

Aos meus 65 anos, espírita, tentaria outras possibilidades, mas lembrei muito do meu pai que falava de outra forma quando dados mostravam as barbáries com crianças, mulheres, pais de famílias e jovens. Os infratores sao classificados como humanos. Serão iguais a nós? Nao creio, mas voltemos ao que dizia meu pai quando eu era criança: amarra o tal sujeito numa árvore bem esticado em praça pública e, todos os dias corta um pedacinho. Eu sem muita compreensão pensava: que vergonha, deve sofrer muito. Entretanto, certas atitudes para um mundo que se diz evoluído é difícil de compreender. Se fossemos, todos nós, um pouquinho mais caridosos com a dor do outro, talvez compreendêssemos que certas atitudes insanas destroem muitas famílias.
ResponderExcluirGostei do seu artigo, mesmo tendo outros viés para tentar contornar a situação.